historia das cidades


Ubatuba
Escrito por Eliana Rocha   
Seg, 31 de Janeiro de 2011 12:38
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UbatubaUbatuba - SP

 

O nome Ubatuba tem origem no tupi-guarani e pode significar “sítio das canoas ou das canas” segundo Teodoso Sampaio.

Conforme estudos arqueológicos efetuados em sítios locais a população de Ubatuba era formada de caçador-coletores e data do início da Era Cristã. Os vestígios encontrados demonstram que eles andavam em bandos percorrendo as praias em busca de alimento para complementar a sua alimentação. Vários objetos encontrados nos sítios estão no Museu da Fundart, em Ubatuba.

Os índios Tupinambás chamavam Ubatuba de Iperoig, que significa Rio das Perobas.

Em Ubatuba ocorreu uma batalha diplomática que foi decisiva para o futuro do Brasil. Os Tupinambás, franceses e portugueses disputavam à costa brasileira.

Villegaignon com o apoio do rei da França Henrique II partiu do porto de Havre, e chegou ao Brasil em novembro de 1555 e sua missão era instalar uma colônia francesa, a França Antártica.

Os franceses mantinham relações amigáveis com os tupinambás. A união dos franceses com os índios tupinambás era uma estratégia para garantir a instalação da colônia, os franceses, ainda, instigavam os tupinambás a lutar contra os portugueses.

Como os portugueses queriam escravizar os índios, foi fácil acirrar os ânimos e com isso ganhar os tupinambás como aliados.

A guerra contra os portugueses gerou a união de varias tribos comandadas pelo chefe Cunhambebe, sendo formada uma aliança composta pelas tribos da costa entre Bertioga e Cabo Frio, “Confederação dos Tamoios”. Outros chefes, também, se uniram como Guaratinguaçu, Pindubuçu, Aimberê, Panabuçu, todos do Vale do Paraíba.

Após a aliança dos índios e a união aos franceses os portugueses tiveram que iniciar uma luta diplomática difícil e longa. Os escolhidos para a missão foram os jesuítas Manoel de Nóbrega e José de Anchieta que conseguiram após muito tempo de negociação a vitória.

A paz se consolidou com a construção da Igreja ordenada por Cunhambebe e a assinatura do tratado de Paz de Iperoig em 14 de setembro de 1563 entre índios e portugueses.

Após o tratado de paz celebrado com os tupinambás os portugueses expulsaram os franceses e fundaram a cidade do Rio de Janeiro em 1567.

O fundador de Ubatuba foi um nobre dos Açores, Jordão Homem da Costa que chegou em 28 de outubro de 1637 quando criou o povoado. A chegada dos colonos fez com que os índios aos poucos fossem expulsos e se refugiassem nas florestas para viverem livres.

A cidade recém fundada prosperou com as fazendas. No centro urbano surgiram pequenas indústrias voltadas para atender o campo como: engenhos de açúcar, serrarias, fornos de olaria, estaleiros e embarcações.

A determinação do presidente da província de São Paulo, em 1787, de que toda embarcação usasse o Porto de Santos, já que os preços eram mais baratos, faz com Ubatuba inicie um processo de decadência, os fazendeiros abandonaram suas plantações e os que ficaram se dedicou a cultura de subsistência.

A chegada da Família Real Portuguesa beneficia Ubatuba, já que D. João determinou a abertura dos portos brasileiros ao comércio estrangeiro.

O progresso voltou à cidade ressurgindo os cultivos da cana, fumo e cereais. Com isso o Porto de Ubatuba intensificou o seu movimento passando a ser o primeiro lugar no litoral norte. Essa posição foi auxiliada pela construção da estrada que ligava Ubatuba ao Vale do Paraíba pela serra via Taubaté, o escoamento dos produtos levava menos tempo.

A arquitetura da cidade era composta por vários casarões e sobrados, porém em nome do progresso todos foram demolidos permanecendo só o Casarão do Porto, antiga residência e armazém de Manoel Baltazar Fortes; hoje sede da FUNDART - Fundação de Arte e Cultura.

O apogeu de Ubatuba ocorreu durante o Império até o início da República. Novamente Ubatuba entra em crise, a construção da estrada de ferro D. Pedro II entre o Rio de Janeiro e São Paulo transfere para o Porto de Santos todo o escoamento de produtos, ficando o Porto de Ubatuba desativado.

A construção de uma ferrovia ligando Taubaté e Ubatuba, iniciativa do Banco de Taubaté e uma Companhia Construtora, foi uma tentativa de reaquecer os negócios em Ubatuba, porém o Presidente Floriano Peixoto suspendeu a garantia de juros sobre o valor do material já importado o que provocou a falência do Banco de Taubaté e da Companhia Construtora.

Sem a perspectiva de conclusão da construção da estrada de ferro Ubatuba decaiu e sua população diminuiu. A estrada que ligava Taubaté a Ubatuba com o abandono da cidade acaba sumindo no meio da mata. O acesso a Ubatuba passa a ser feito por um navio que passava de dez em dez dias, o transporte precário transforma Ubatuba em uma cidade isolada. Não havia estrada terrestre ao longo do litoral, e toda a comunicação era feita através de canoas. A falta de acesso fez a tentativa de atrair colonos europeus fracassar.

A energia chegou em 1969 depois da instalação da Petrobrás em São Sebastião. Após a revolução Constitucionalista de 1932, o Governo Estadual promoveu melhorias na rodovia Taubaté-Ubatuba, passando a cidade a contar com uma ligação permanente com o Vale do Paraíba. E aos poucos, a cidade começa a desenvolver a sua vocação turística, recebendo um impulso decisivo nesse setor, em 1972, com a construção da rodovia BR-101, (Rio Santos).

O isolamento de Ubatuba só beneficiou a sua beleza natural que permaneceu intacta e hoje ela pode oferecer um litoral com praias lindas. O litoral vasto fez com que a cidade investisse no turismo. Ubatuba tem uma excelente infra-estrutura turística, uma ampla oferta gastronômica e oferece uma noite bem movimentada. Seu comércio é bom atendendo as necessidades turísticas.

Hoje o turismo é a maior fonte de renda do Município de Ubatuba. O patrimônio natural e cultural estimula o turismo Ecológico-Ambiental, de Aventura e Cultural. A rica fauna e flora da Mata Atlântica, mais de 80 praias (Continente e Ilhas), cachoeiras, ruínas de antigas fazendas, antigas construções no centro do Município, sua História e sua Cultura Popular propiciam muitas opções ao turista.

Ubatuba apresenta, também, um Patrimônio Humano formado por caiçaras quilombolas e índios Guaranis.

Caiçara

Na entrada da cidade tem uma estátua em homenagem ao Caiçara. Caiçara palavra de origem tupi e que se refere aos habitantes das zonas litorâneas. Esse termo é muito utilizado nos estados de São Paulo, Paraná e sul do Rio de Janeiro.

O termo, no início, era utilizado para indicar o indivíduo que vivia da pesca de subsistência, mas com o tempo se estendeu e passou a designar os moradores de zonas costeiras.

Da miscigenação de brancos de origem portuguesa e indígenas que começou a ocorre a no século XVI surgiram às comunidades caiçaras.

Bibliografia:

Folclore Brasileiro / Nilza B. Megale - Petrópolis: Editora Vozes, 1999.
Brasil, Histórias, Costumes e Lendas / Alceu Maynard Araújo - São Paulo: Editora três, 2000.

Site da Prefeitura de Ubatuba

http://www.ubatuba.sp.gov.br/

Última atualização em Seg, 31 de Janeiro de 2011 12:48
 
Florianópolis
Escrito por Eliana Rocha   
Seg, 29 de Novembro de 2010 15:25
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FlorianópolisFlorianópolis

 

 

Florianópolis

Os primeiros habitantes da região foram os índios tupis-guaranis, a sua presença é confirmada pelos indícios encontrados nos sítios arqueológicos.

Os tupis-guaranis ocuparam a parte litorânea, possuíam o conhecimento da agricultura e tinham na pesca sua atividade básica.

 

Última atualização em Qua, 27 de Abril de 2011 12:02
 
Paraty
Escrito por Eliana Rocha   
Qui, 18 de Novembro de 2010 12:51
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Parati - 2010Paraty


Paraty

A cidade de Paraty é muito especial. Uma cidade em que o tempo parou, mas parou só na aparência, tem um aspecto de filme de ficção ou filme de época. Seus casarios, suas ruas nos transportam para o passado, não qualquer passado, mas o nosso, a nossa história. Um espaço em que, ainda, podemos ver como nosso país foi forjado. E não bastando essa viagem à moda colonizadora, temos a beleza das praias, da floresta, da montanha, da fauna e flora, que nos faz perder o fôlego.

Uma cidade de povo simpático e afável, povo que preserva os costumes e os seus monumentos, com orgulho de fazer parte desse universo. Passear pelas suas ruas, coberta com pedras pé-de-moleque, é um convite a imaginação, como se estivéssemos a passear ao lado das personagens da nossa história, que por lá passaram. Uma aventura maravilhosa.

História de Paraty

Paraty, na língua tupi-guarani, significa o nome de um peixe da família da tainha, comum na região, e muito apreciado pelos índios.

Antes da chegada dos colonizadores a região era habitada pelos Guaianás que viviam da caça, da pesca, da agricultura de subsistência e coleta

Os colonizadores chegaram à região da baía da Ilha Grande em 1502 durante a segunda expedição ao Brasil.

Os portugueses distribuíam as terras da colônia por meio da doação de sesmaria, a sesmaria era um instituto jurídico português, criado pela Lei das Sesmarias em 1375, que regulamentava a doação de terra para produção, onde o donatário recebia uma porção de terra e tinha a obrigação de colonizá-la no prazo de cinco anos, sob pena de perdê-la.

Paraty pertencia à capitania de São Vicente e a doação de sesmaria era feita a colonos da própria capitania. Em 1593 foi doada nas proximidades do rio Paraty-Mirim a primeira sesmaria em Paraty.

No entanto é possível que antes da doação da sesmaria já existisse um povoado no local. Vários indícios nos levam a crer nessa teoria como:

  1. A passagem, em 1563, do padre Anchieta em visita as aldeias de Iperoig (Ubatuba) e Araribá (Angra dos Reis), visita com intuito de idealizar um tratado de paz entre os portugueses e os índios Tamoios (ou Tupinambás);

  2. Em 1573 o Governador Salema envia uma expedição de mercenário que percorrem de Cabo Frio até Paraty em busca de índios Tamoios, fugidos da Guerra de Cabo Frio, para escravizar ou exterminar;

  3. Em 1596 o Governador do Rio de Janeiro Salvador Correa de Sá envia uma expedição comandada pelo seu filho Martim Correa de Sá, ao interior do Brasil, em busca de metais preciosos e índios tamoios, eles utilizaram a trilha feita pelos guaianases.

Em 16 de agosto de 1630 chega a Paraty João Pimenta de Carvalho, que era Capitão-Mor e procurador da Condessa de Vimieiro, donatária da Capitania de São Vicente, o mesmo possuía poderes para doar sesmarias.

Segundo alguns registros históricos no dia 16 de agosto de 1630, data em que chegou a Paraty, João Pimenta de Carvalho fundou um povoado onde hoje é o Morro do Forte e construiu uma capela em homenagem a São Roque.

Em 1624 autorizou uma doação de sesmaria em Paraty - Mirim em nome de Fernando Loredo Coronel e Diogo Bermudes e em 1630 doou uma sesmaria para sua filha, Maria Jácome de Melo. A sesmaria de sua filha contava com légua e meia, tendo o rio Perequê-Açu ao centro, local que futuramente Paraty se expandiria.

Maria Jácome de Melo doou parte de suas terras para a construção de um novo povoado, a área localizada entre os rios Perequê-Açu e Patitiba (atual Mateus Nunes). Ao doar as terras impôs duas condições: a construção de uma capela ao santo de sua devoção (Nossa Senhora dos Remédios) e respeito aos índios guaianases que viviam ou passavam pela região.

Em 1646 foi construída a Igreja Nossa Senhora dos Remédios e o pequeno povoado cresceu em sua volta.

Paraty pertenceu ao município de Angra dos Reis até 28 de fevereiro de 1667, quando o Rei D. Affonso VI, através de carta régia eleva o povoado à condição de vila com o nome de Villa de Nossa Senhora dos Remédios de Paraty. O aniversário da vila passou a ser comemorado nesta. Nessa época a população da vila era de aproximadamente 3000 pessoas.

A descoberta do ouro na região das Minas Gerais faz com que a vida de Paraty sofra uma grande transformação. Já que a construção da Estrada Real assegura o escoamento do ouro, diamantes e outras mercadorias pelo porto, o que traz grande importância para a cidade.

Esse intenso fluxo de riquezas transforma Paraty em um grande mercado de negociação de ouro, circulando, assim, um grande volume de riqueza, que as autoridades da metrópole instalaram uma repartição oficial responsável por registrar e cobrar os impostos na cidade, essa medida é tomada pela coroa para tentar impedir o contrabando.

A Estrada Real (Ouro Preto/Paraty) era denominada de Caminho Velho e foi aberto pelos Bandeirantes paulistas, por volta de 1630, que adentraram por Minas Gerais em busca de ouro e pedras preciosas. Com a descoberta de ouro na Vila Rica (atual Ouro Preto) o transporte do ouro era feito em lombo de mulas até Paraty e seguia de navio até o Rio de Janeiro. A estrada era constituída de trilhas muito longas e de difícil trânsito, facilitando assim a ação dos bandidos e ladrões de cargas. Era uma viagem que levava, aproximadamente, 75 dias.

A Estrada Real tinha esse nome por ser uma estrada oficial, e foi construída por ordem da coroa portuguesa, para o transporte, obrigatório, de produtos, pessoas e animais, dessa forma a coroa possuía mais controle para a cobrança dos impostos. As penas para quem se desviasse da Estrada Real eram muito duras.

Por ser um caminho muito demorado e perigoso a Coroa determina a abertura de outra estrada, chamada de Caminho Novo, e a partir de 1710, fica proibido o transporte pela estrada de Paraty. Essa medida traz sérios problemas para a vila.

O cultivo da cana-de-açúcar e a produção de aguardente, a partir do século XVII, traz para Paraty um grande movimento e em 1820 a Vila contava com 250 engenhos e 150 destilarias. A produção era tão elevada que a expressão "Paraty" passou a ser um sinônimo de cachaça, a produção era artesanal e perdura até hoje.

Com a cultura do café a estrada foi retomada e passa a ser utilizada para o escoamento da produção cafeeira do Vale do Paraíba.

A proibição ao tráfico de escravos, decretada pelo regente Padre Diogo Feijó, faz com que o desembarque de africanos, uma atividade ilegal, passe a ser feito em Paraty, onde o antigo Caminho do Ouro é utilizado para levar os escravos ao seu destino.

A vila de Paraty é elevada a condição de cidade pelo Decreto Lei de 1844, do Imperador Pedro II do Brasil.

Com a construção da ferrovia Barra do Piraí (1864) o escoamento do café do Vale do Paraíba passa a ser feito por ela e com isso Paraty é condenada, de novo, ao ostracismo, gerando uma grande decadência.

Em 1954 a reabertura da estrada (Paraty – Cunha) atrai para cidade o interesse turístico, já que ela apresenta uma riqueza natural imensa e conta com seu, bem preservado, patrimônio histórico. Sendo Paraty redescoberta. Esse conjunto que engloba a natureza com a história a transforma em um pólo turístico sem precedentes. E a sua maior expansão se dá com a construção da rodovia Rio – Santos (BR 101) em 1973.

Esse grande interesse pela cidade e seu patrimônio faz com que seu conjunto histórico seja tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em 1958.

Segundo a UNESCO, Paraty possui o conjunto arquitetônico mais harmonioso do século XVIII do Brasil. São mais de 400 construções baixas ou assobradadas em torno de monumentos civis, religiosos e militares. Seu traçado urbano definitivo foi estabelecido a partir de 1726, segundo moldes da então moderna engenharia militar, com ruas mais largas e planta baixa em forma de leque ou meia-lua.

Deve ser mencionada, também, a influência da Maçonaria na engenharia e arquitetura, quer através dos símbolos maçônicos estampados à frente de muitos sobrados, nas esquinas, onde três cunhais (colunas) em cantaria (pedra lavrada) que formam um hipotético triângulo, símbolo maçônico por excelência.

Paraty, hoje, vive do turismo e oferece uma boa estrutura de hotéis e pousadas, além de eventos e passeios para todos os gostos. Conta, também, com excelentes restaurantes, que prezam as tradições culinárias, trazendo pratos saborosos para os paladares mais exigentes. Tudo isso que Paraty oferece é acompanhado com um ar de “túnel do tempo” embalado pela beleza de sua mata e seu mar.

Eliana Rocha

Última atualização em Ter, 01 de Fevereiro de 2011 12:13
 
Ouro Preto
Escrito por Eliana Rocha   
Qui, 18 de Novembro de 2010 02:41
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OURO PRETO

Segundo a lenda um homem que passava pela região próxima ao Itacolomi e sedento mete a gamela no Ribeirão Tripuí e encontra no fundo umas pedras negras que resolve guardar. Ao voltar a Taubaté, de onde partira, repassa as pedras e essas acabam chegando às mãos de Artur de Sá e Menezes, governador do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas, que ao trincar a pedra com os dentes verifica ser a mesma de ouro, o metal tão procurado pelos colonizadores.

Última atualização em Qui, 20 de Janeiro de 2011 22:45